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Pitacos do Canadá
 

Quase na hora da partida

Toronto, 26 de outubro de 2004. Quatro meses e vinte e sete dias.

 - Um blog que comecou com Milton e termina com Chico -

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijao preto
Eu to voltando

Poe meia duzia de brahma pra gelar, muda a roupa de cama
Eu to voltando

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que e la mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abracar, pode se perfumar porque eu t?voltando

Da uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor
Que eu to voltando

Pega uma praia, aproveita, ta calor, vai pegando uma cor
Que eu to voltando

Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu so quero mesmo e despentear
Quero te agarrar, pode se preparar porque eu to voltando

Poe  pra tocar na vitrola aquele som, estreia uma camisola
Eu to voltando

Da folga pra empregada, manda a criancada pra casa da avo
Que eu to voltando

Diz que eu so volto amanha se alguem chamar
Telefone nao deixa nem tocar
Quero la la la ia, la la la la la ia,  porque eu to voltando

To Voltando - Chico Buarque de Holanda



 Escrito por Fabio às 09h39 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sem tempo!

Toronto, 8 de setembro de 2004. Tres meses e nove dias.

Tenho muito a contar sobre a inesquecivel viagem pra parte francesa do Canada. Quebec e Montreal sao encantadoras. De quebra ainda passamos por Thousand Island, Ottawa e Kingston. E ainda tem o Toronto International Film Festival, em que tentarei marcar presenca nem que seja pra assistir a um misero filme e dizer que estive por la! Mas o tempo esta cada vez mais escasso e as aulas de setembro comecam daqui a cinco minutos. Ahh!!! 

Quando der, prometo, volto aqui. Nao desistam!



 Escrito por Fabio às 09h39 [ ] [ envie esta mensagem ]



Curiosidades sobre Toronto, de 1 a 6

Toronto, 29 de agosto de 2004. Tres meses.

 -  Nao da pra se sentir tao "estrangeiro" no Canada. Especialmente em Toronto, o multiculturalismo esta por toda a parte. Utilizar o transporte publico - excelente, por sinal - e um exercicio de constatacao de que a capital canadense recebe gente de todo canto do mundo: no metro ou no onibus, quando se para pra prestar atencao nas conversas, o que menos se ouve e o tal do ingles.

 -  Quando voltar ao Brasil, infelizmente tenho grandes possibilidades de ser atropelado. Explico: por aqui, e impressionante o comportamento educado (quase subserviente!) dos motoristas em relacao aos pedestres. Nao ha possibilidade de quem dirige avancar o sinal (mesmo que este esteja verde) antes que o pedestre atravesse a rua. Eles esperam, mesmo que voce esteja a 30 metros da esquina! Se eu confiar assim nos motoristas de Sampa, to perdido.

 -  O resto do Canada odeia Toronto. Especialmente quem mora na bela Montreal, icone da chamada "parte francesa" do pais, que ate os anos 70/80 sempre foi considerada a mais importante e atrativa cidade canadense. Com a evolucao e o crescimento de Toronto, a maior concentracao economica e turistica do pais mudou de lado, o que ate hoje incomoda muita gente. Dizem as mas linguas que os moradores de Toronto sao arrogantes e antipaticos, e que a cidade e muito "americanizada".

 -  Praticamente todo fim de semana tem algum Festival Gastronomico tipico de algum pais. Em tres meses de Toronto, ja tive a honra de saborear comida grega, ucraniana, turca, coreana, japonesa, chinesa...E, claro, portuguesa, italiana e brasileira - mas essas nao contam!

 -  O Canada e um dos paises mais restritos e conservadores do mundo no que diz respeito a bebida alcoolica. Restrito porque so e autorizada venda de cerveja em algumas poucas lojas liberadas pelo governo (e os precos sao muito mais caros que qualquer outra coisa que se queira comprar!). E conservador porque e simplesmente proibido tomar cerveja "publicamente". Se algum policial ver alguem saboreando uma gelada na rua, por exemplo, a cerveja e confiscada! Se o cidadao esta bebado, entao, vai em cana! Eu, hein...

 -  A vida noturna de Toronto e repleta de opcoes pra todos os gostos. A regiao da cidade que mais conta com barzinhos e casas noturnas e South Downtown, proxima as estacoes de metro St. Andrews e Queens. Destaques para o Crocodiles e o Pil Pub, onde da pra aproveitar com os amigos, beber e jogar conversa fora por um preco nada absurdo. Quem gosta de cair na balada (e nao se importa muito se o lugar e meio apertado e entupido de gente) deve seguir pro Mana ou pra Momentos, duas danceterias direcionadas ao "caliente" publico latino. Tambem sejam louvados os frequentes shows com algumas bandas novas, de graca, no palco montado no Harbourfront - talvez o lugar mais bonito da cidade.

*Nota de rodape: No proximo fim de semana estarei finalmente fazendo o trajeto Montreal-Quebec-Ottawa, talvez o mais aguardado da viagem ate aqui. Estar no Canada e nao conhecer a parte francesa do pais - famosa pelos movimentos separatistas e pelo "jeitao europeu" - seria uma judiacao. O passeio e longo: seis horas de estrada. Mas nao ha duvidas de que valera a pena conhecer o "outro lado"! Assim que voltar, conto tudo.



 Escrito por Fabio às 15h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



Volei de ouro, doze anos depois

Toronto, 29 de outubro de 2004. Tres meses.                                                 

Tem dias em que vale a pena acordar as 7 da manha...

E o melhor de tudo: escapei do Galvao!!! 



 Escrito por Fabio às 10h50 [ ] [ envie esta mensagem ]



Mais Fahrenheit

Toronto, 22 de agosto de 2004. Dois meses e vinte e tres dias.

Prometo que nao falo mais sobre Fahrenheit 9/11 pelos proximos 15 anos! O texto a seguir tambem esta disponivel no Pitacos In English e, em breve, no jornalzinho aqui da escola, o KGIC Mosaic. Esse eu gostei!

Moore's Weapon of Mass Destruction

Every American citizen should watch Fahrenheit 9/11, the latest documentary directed by Michael Moore. The movie became one of the most important political factors in the United States this year and it was responsible for intensive discussions about the George Walker Bush’s government. Fahrenheit 9/11’s focus is the controversial decision made by the American president to attack Iraq, even if there were not evidences about relations between Al Qaeda (a terrorist group that attacked the World Trade Center in 2001) and Iraq. The documentary is opportune at this time more than ever, because the elections in the States occur next November. Also, the film follows a traditional prescription used by Moore in his others documentaries (as Roger And Me and Bowling for Columbine): showing common stories of unknown people to talk about important problems. Finally, Fahrenheit 9/11 is completely transparent with the people: Michael Moore does not hide his political preferences, which is important advantage in a democracy.

 

First, it is essential to say that Michael Moore does not use his new documentary as an ideal way to simply attack George W. Bush. Moore criticized Bush’s administration – from the controversial victory of the Republicans in 2000 to the invasion of Iraq in 2003 –, but always shows solid facts and official documents that justify his thesis. That is why Fahrenheit 9/11 is opportune: American voters have a unique chance to know a lot of information about Bush’s government and the decision to send American troops to Iraq. The National Elections, which will happen in November 2nd, can suffer some effects of Moore’s documentary.

 

Second, another particular trait of Fahrenheit 9/11’s director is the extreme ability to telling little personal stories of common people and, from these stories, justifying his statements. Interviews with parents of some soldiers who are in Iraq or who died after going to the Middle East are impressive and moving. Moore uses this resource to be certain that his message gets to everyone who watches the movie. Also, the public feel more close to the main idea of the documentary.

 

Finally, it is possible to say that Fahrenheit 9/11 is totally fair with the public. Michael Moore has never rejected his preference for the Democratic Party in the United States. Moore has no shame to show to his country that he is against Bush’s method of government. Moore’s position in favor of John Kerry’s candidature is explicit and clear, following a basic conception of democracy and liberty of expression. If all directors, actors or personalities should have courage to expose their political positions – and justifying their conceptions –, the world would be better than nowadays, and probably the United States of America would be administrated by someone more prepared than George W. Bush.

 

Therefore, it is clear that the devastating success of Fahrenheit 9/11 around the world (the documentary was the winner of the Festival of Cannes in 2004) is a result of a competent documentary’s work, an excellent method of affect the public and a perfect time to talks about politics. It is a good signal that American people have been discussing about their government after Fahrenheit 9/11 starts in the cinemas. Whether this documentary is really the decisive blow to topple Bush’s administration, only the time will say. Certainly, however, this film is a victory of the democracy and a hope that better days are ahead in the White House. 



 Escrito por Fabio às 18h06 [ ] [ envie esta mensagem ]



A dor de um adeus

Toronto, 14 de agosto de 2004. Dois meses e quinze dias.

"Esto es tambien como decir adios en el mejor momento, como cuando los artistas o los deportistas se retiran en la cumbre. Quiza ahora "no soy nadie" aunque eso resulta innecesario porque para mi misma soy mucho mas de lo que imagine. He podido hacer y decir lo que he querido decir y hacer. He podido escribir lo que he querido escribir y gritar lo que he deseado gritar. Tambien he llorado a monton y tomado alcohol. Me enamorado un par de veces y he encontrado en estos ultimos dias el verdadero amor. He sentido que sentada no estoy, que corro sin que las piernas se me entuman y se me acabe la respiracion. Quiza "no soy nadie", pero como he disfrutado cada pedazo de papel y tinta en donde puedo desahogar mis ideas, de esas que se encuentran en mi y arman rompecabezas. Cuanto... Cuanto, mucho o poco o demasiado,  he saboreado cada grano de cafe entintado con el color de mis sentimientos, que encontrados o no me han llevado a distintos caminos a diferentes direcciones. Quiza "no soy nadie" y aqui sigo viva con ese miedo que junto a mi cama no deja de hacer ruido y espantarme el sueno... Que quiza no sere nadie... solo una escritora que suena y espera sentada sobre el pasto de un parque".

Antes do embarque, um ultimo olhar misturado com lagrimas de desespero e uma dolorosa sensacao de que estavam, de fato, se despedindo. Nao deram ouvidos ao servico de som do aeroporto, que convocava os passageiros do voo 993L da Air Canada Toronto-Cidade do Mexico a comparecerem ao portao 6, e beijaram-se demoradamente. Com o gosto da saudade na boca, ainda tiveram forcas pra prometer visitas a Guadalajara e a Sao Paulo assim que possivel. 

E provavel que nunca mais se vejam. Mas certamente jamais irao se esquecer.



 Escrito por Fabio às 10h59 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como o prometido, agora o Pitacos do Canada tem uma filial: e o Pitacos In English, espaco destinado a publicacao de alguns de meus textos pra escola aqui em Toronto. Se quiserem conferir, o link ja esta disponivel do lado esquerdo deste blog, com o nome In English. Ou digitem www.pitacosinenglish.zip.net. Divirtam-se e passem la de vez em quando, mas nao se esquecam de que a matriz continua aqui!  

 Escrito por Fabio às 00h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



Malufismo piorado ou o "fenomeno Bush"

Toronto, 3 de agosto de 2004. Dois meses e quatro dias.

Desde que acabaram as eleicoes federais no Canada, o pleito presidencial do Tio Sam passou a ser o assunto mais comentado pela midia. Todo noticiario que se preze, aqui ou no vizinho rico, enfoca a disputa entre George Walker Bush/Dick Cheney e John Kerry/John Edwards no proximo dois de novembro. Confesso que, antes de vir pra ca, sempre achei que toda a imprensa fosse 100% a favor do tio Bush. Pensava que todo mundo fosse chapa-branca e apoiasse as barbaridades que o insano da Casa Branca vem fazendo desde 2000. Ledo engano, grata surpresa.

Nunca vi um presidente ser tao desmoralizado pela opiniao publica quanto Bush. E nao estou falando so da imprensa canadense, naturalmente mais progressista que a dos Estados Unidos. Por la, as grandes redes tambem escancaram apoio irrestrito a candidatura Kerry. E uma especie de "Casseta e Planeta 24 horas por dia": avacalham o Bush sem piedade, como se assumissem um "mea-culpa" pelo nojento apoio incondicional dado no inicio da invasao do Iraque. Ate a gloriosa CNN assumiu que apoia Kerry: na semana passada, os principais jornais foram transmitidos ao vivo do Fleet Center, em Boston, onde foi realizada a Democratic National Convention, a convencao nacional do Partido Democrata.

Entretanto, por incrivel que pareca, todo o apoio de imprensa, estrelas holywoodianas, cantores e uma imensa torcida de ONU, UE e resto do mundo pode nao bastar pra evitar a reeleicao bushiniana. Trata-se, so pode ser, de um disturbio provavelmente mental, de grandes proporcoes e graves consequencias: os eleitores cativos do cauboi texano nao arredam pe da candidatura Bush. Acho que e mais ou menos o mesmo fenomeno do malufismo em Sao Paulo, com uma consideravel diferenca. Aqui, o problema nao se resume a 25% do eleitorado paulistano, mas a 50% de todo o pais! Metade dos Estados Unidos da America vota em Bush, mesmo se amanha se descubrisse que foi ele quem ordenou os ataques ao World Trade Center.

Assim como nao faz a menor diferenca para os malufistas saber que seu candidato tem zilhoes de dolares em uma conta na Suica, para os eleitores de Bush pouco importa se civis sao mortos diariamente pelas tropas americanas no Iraque, se o atual governo vem se especializando em transmitir a populacao uma falsa ideia de panico e paranoia constante ou se as liberdades individuais vem sendo destruidas nos Estados Unidos desde que se anunciou a tal "guerra ao terror". Nada muda: votam em Bush sem pestanejar, pois enxergam nele a mesma estupidez e falta de profundidade com que levam suas vidas. Randy Ray, meu professor de English Lounge, costuma dizer que o eleitor fiel de Bush se identifica com a escandalosa mediocridade do presidente, pois todos eles sao tao toscos e mediocres quanto a figura que projetam. "Ele e como a gente", exclamam.

Diante desse quadro, meus amigos, nao ha execracao publica diaria que de jeito. E muito provavel que o resultado do pleito de dois de novembro leve semanas pra ser finalmente conhecido, como aconteceu na disputa entre Bush e Al Gore em 2000. Que, ao menos desta vez, sejam cuidadosos na hora de contar os votos. E dedos cruzados pra que o pior nao aconteca de novo.



 Escrito por Fabio às 00h47 [ ] [ envie esta mensagem ]



Meninos, eu vi

Toronto, 29 de julho de 2004. Dois meses.

Dois a zero no Tim Henman, 7-5 e 6-4, numa das melhores partidas do Guga nos ultimos meses. E chato ser pe-quente, viu...

Pena que nao deu pra ficarmos ate o outro jogo dele nesta noite, que so comeca por volta das 20h30. Nosso ingresso, pago a muito custo com 50 dolares canadenses, so era valido ate as 16h30. Buaaaaaa!

Que me desculpem os canadenses e o belo Sky Dome, mas foi muito mais emocionante que o beisebol de segunda-feira!  

Aviso aos navegantes - Nos proximos dias, quando eu finalmente arrumar um tempinho por aqui, vou tratar de colocar no ar a nova secao do Pitacos do Canada. Ainda sem nome, sera praticamente um outro blog, filhote deste, dedicado apenas aos meus textos pretensiosamente escritos em ingles. Mas, claro, nao esperem pecas literarias! Os textos sao bem meia-boca, to so aprendendo...Hehehehe...E nada de impressoes ou devaneios intimos do meu caderninho de bordo, que esses sao mais que secretos. So serao disponibilizados os textos pra escola! Talvez eu utilize o novo espaco pra colocar algumas fotos tambem, se nao for muito caro pra escanear. Como diria o tio Silvio, aguardemmmmmmmm!



 Escrito por Fabio às 18h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



"Ei, Argentina, vai chupar caju!"

Toronto, 26 de julho de 2004. Um mes e 27 dias.

 - Pergunta da semana:

Tem coisa melhor que ganhar da Argentina em uma final, com o time reserva, nos penaltis, depois de empatar o jogo com um gol nos acrescimos, e ainda por cima ter assistido a tudo isso ao lado de dezenas e dezenas de argentinos em um restaurante?

 - Resposta:

Definitivamente, nao.



 Escrito por Fabio às 09h42 [ ] [ envie esta mensagem ]



Deitado no piso de vidro...

Toronto, 23 de julho de 2004. Um mes e vinte e quatro dias.

Quinhentos e cinquenta e tres metros de altura fazem da Canada National Tower a maior torre sem sustentacao do mundo. Em 1976, a Canadian Broadcasting Company (CBC) - importante emissora de televisao que existe ate hoje por aqui - se juntou a Canadian National (CN) - rede de empresas do ramo de ferrovias - e viabilizou as obras pra sua nova torre de transmissao. Depois que se descobriu que se tratava da mais alta estrutura do planeta, a CN Tower se transformou na principal e mais lucrativa atracao turistica do Canada. Dinheiro equivalente a distancia que separa os aguerridos aventureiros que a visitam do chao. Bilhoes de dolares e milhoes de visitantes todo ano.

A experiencia pode ser definida como uma mistura de medo e perplexidade. Do chao ate o Mirante (como e chamado o primeiro "anel" da torre) sao trezentos e quarenta e seis metros a uma velocidade de vinte e dois quilometros por hora. Mas o friozinho na barriga era apenas o "cartao de visitas" para o que viria a seguir...

O badalado Glass Floor, o popular chao de vidro, e o que ha de mais aterrorizante e divertido na tal da torre. Nele, temos a sensacao e de que se esta pisando em nada, no vacuo, em algo que, de tao fragil, pode se partir a qualquer momento. O segredo e nao olhar pra baixo (mas como?) e esperar os primeiros cinco minutos de panico passarem...Depois disso, estavamos todos feito juvenis andando, correndo, pulando ou se deitando no Glass Floor.

Pois alguns mais metidos a corajosos quiseram fazer bonito e, nao satisfeitos, pegaram o segundo elevador rumo ao Sky Pod, o topo da CN Tower. Trata-se do ponto mais alto que se pode avistar toda a cidade, quatrocentos e quarenta e sete metros. Com a diferenca e o desconforto de que, nesta parte, o espaco para se andar e infinitamente menor que no Mirante. A impressao e de que qualquer tropeco pode significar uma queda fulminante! Meio tontos, ainda conseguimos avistar o  restaurante 360 graus, na parte interna do Sky Pot, que, diz a lenda, serve comida de primeira qualidade. Como legitimos terceiro-mundistas-sem-muito-dinheiro-no-bolso, obviamente nao pagamos pra ver.

Elevador de volta, pois ja basta de fortes emocoes, e terra firme de novo, apesar de tudo ainda rodar um pouquinho...Ufa!

* Na foto acima: o Mirante e a bola maior, enquanto o Sky Pot e a bolhinha la em cima. Quase ao lado da CN Tower fica o Sky Dome, o maior estadio de hoquei de Toronto, com seu teto branco que abre e fecha. O lago fica na belissima regiao do Harboufront, talvez o lugar mais bonito da cidade. Ah, e fiquem tranquilos: o aviao nao estava sendo pilotado por nenhum integrante da turma do Osama...Em tempo: a foto nao foi tirada por mim! Se contentem com a imagem, porque nao tenho maquina digital e voces so verao as minhas fotos na volta! Humpf!     



 Escrito por Fabio às 18h21 [ ] [ envie esta mensagem ]



Rapidinhas

Toronto, 17 de julho de 2004. Um mes e dezoito dias.

Pra quem achou que eu ja tinha desencanado do blog, eis a resposta. Pitacos rapidos: 

--//--

O Toronto Street Festival, no ultimo fim de semana, foi uma das experiencias mais legais da viagem ate agora. O multiculturalismo de Toronto, visivel a qualquer um que ande cinco minutos por qualquer rua dessa cidade, esteve quase todo concentrado na Yonge, na Engliton, na Dundas e na St. Clair, as quatro principais ruas que sediaram o evento. Pra quem achou pouco, e bom deixar claro que a Yonge Street, por exemplo, e uma das maiores do mundo - corta Toronto de ponta a ponta, enoooooooorme...

O que vi de mais interessante no festival talvez tenha sido o Afrofest no Queens Park, no domingo 11. Uma baita celebracao da comunidade africana em Toronto, com direito a aulas de musica (eu arrisquei algumas investidas nesse campo, mas realmente nao sou do ramo), comidas tipicas, shows e a beleza do parque. Perto de onde eu estudo, na Yonge com a Engliton, algumas  novas bandas canadenses deram seus pitacos, embora nao tenham empolgado muito o publico. Ainda na noite de sabado, demos uma passada na Casa do Churrasco, o restaurante brasileiro localizado no bairro da colonia portuguesa de Toronto, e la pudemos constatar que ninguem sabe festejar melhor que o povo da Terrinha. A Dundas Street, onde fica o restaurante, sem duvida era a mais animada de todo o festival.

Ah, antes de ir embora ainda deu tempo de ir ao Movie Open Air, cinema a ceu aberto na St. Clair. Apesar de sermos praticamente intrusos em um evento certamente destinado a faixa etaria sub-10, nao podia deixar de assistir ao Procurando Nemo pela terceira vez. Alias, tem alguma coisa melhor que Procurando Nemo no cinema mundial?

--//--

Essa fama brasileira de melhor futebol do mundo, apesar de legitima, as vezes incomoda um pouco. Minha pura e simples condicao de tupiniquim, por exemplo, praticamente me obrigou a entrar no time principal da escola. Pior que isso: com a responsabilidade de conduzir a equipe a bons resultados. Tendo de lidar com minha (falta de) condicao fisica, la vai este pobre representante do pais pentacampeao mundial correr atras da pelota, todo fim de semana. Amanha, ao menos, teremos a chance de atuar em autenticas "selecoes nacionais": vai rolar um torneio entre Espanha, Brasil, Japao, Coreia e Mexico, entre os alunos. Espero que justifiquemos a fama...

Alias, nao estava nem um pouco me importando com essa Copa America, mas imploro ao Parreira que bote esse time pra frente e que elimine o Mexico no duelo de amanha. Caso contrario, minha proxima semana escolar sera insuportavelmente atormentada pelos 234 mexicanos colegas de curso!

--//--

Falando em esporte: o mala do Guga resolveu que ira disputar o Masters Series de Toronto no fim do mes! Eeeeeeeeeee! Espero sinceramente que o nosso Kuerten mantenha o retrospecto recente e seja eliminado logo de cara...Caso contrario, o maior tenista brasileiro de todos os tempos sera responsavel pelo esgotamento total do meu ja escasso dinheirinho...Perde, Guga!

--//-- 

Pra fechar: quinta, tem CN Tower. Ja fui la umas quatro vezes, mas nunca subi ao topo porque estava esperando a escola organizar alguma coisa com os alunos (fica mais barato que ir por conta propria!); sexta, Beaches Jazz Festival; sabado, Niagara de novo; e, na outra terca, minha estreia em uma partida de beisebol.

...

Beisebol??? Deus do ceu, estou mesmo colonizado...Vou ver jogo de beisebol, passei a gostar de Friends e ate assisti a Spider Man 2! Sai, capeta, sai desse corpo que nao te pertence... 



 Escrito por Fabio às 14h16 [ ] [ envie esta mensagem ]



Deixa pra quem sabe...

Toronto, 7 de julho de 2004. Um mes e sete dias.

Sabem de uma coisa? Ta na hora desse blog ser tomado por quem realmente sabe escrever.  

Sobreviviendo

Las pulsaciones dejan de decirme que creen en mi. Me hace falta el aire necesario para seguir respirando con frecuencia y ritmo. El asfixio es tal que ha pensado en ponerle un punto final, desaparecer de aqui. No es el caso, no lo ha sido porque siempre la vida ha estado esperandome, lista para abrir una puerta mas a mayores posibilidades, pero mientras encuentro la llave, mi mundo da vueltas sobre confusos pensamientos y la sapiencia y la paciencia se pierden entre tantas particulas grises.

Letras van y vienen bailando sobre una pista en la que yo ya encuentro mi lugar. Quisiera limpiar el alma llorando, pero contagiada de crisis, se ha acabado la sal. Es algo similar a una muerte subita, a sentir una punzada en el alma, a desconectar la sangre del corazon que ya no reacciona, que no me responde.

Y estando asi, en medio de este desierto lleno de los caminos mas sinuosos, remito una carta urgente para quien quiera detenerse un momento a leerla. Son los pensamientos que divagan ante mi falta de vida, de ganas, de ese levantarme para correr con los pies atados a mis suenos, de mis alas que no encuentro por ninguna parte y me hacen aterrizar de emergencia. En donde estoy? En donde si solo puedo sentir como se me resbalan las ideas, se caen los deseos y se pierde la fe.

Me escondo entre las sabanas y tiemblo de dolor, mis pies estan congelados con los anos que han pasado, con estos dias que alteran mis nervios. Y siento tanto que la garganta se hace mil nudos, tiene secuestrada a mi voz latente y ahoga las ilusiones cruelmente.

Pense que esto seria mas facil de digerir, no parecia el mayor reto de mi vida. La culpa lo ha convertido en el peor de todos. En la agonia continua, en la que el tiempo se excusa para dejarme aqui parada en la esquina de esta soledad. Hablando con la pared y teniendo tantas ganas de derribarla, de salir corriendo para no regresar jamas. Estoy cansada de ser la que entrega todo. La que ama sin miedos, la que tira a la basura diez mil obstaculos e inseguridades. Estoy harta de suportar sobre mis huesos tanta desesperanza, tanto egoismo, tantas frustraciones y temores juntos. He perdido la cuenta de las noches. Lo unico que me permite abrir mis sentidos a las mananas es el despertador que no para de timbrar y de recordarme que sigo viva, que estoy todavia aqui. El cuerpo parece dejar de atender a mis llamados. Dejo el telefono descolgado para que no interrumpa mis pensamientos. Leo un rato el periodico, pero eso no me consuela. He escrito no se cuantas veces que soy capaz de recuperar mis energias. A los segundos transcurridos vuelvo a abrir esa pagina oscura que contiene las frases mas furas que ni el politico mas infame pudo haber afirmado y descarta mis intenciones de amar.

La cabeza trae las fotografias amargas y dulces que me hicieron comprender esta leccion. En avisos clasificados busco un papa. El mio, sin querer darme cuenta durante todo este largo andar, no ha estado, no esta, ni estara donde mis brazos lo necesiten. Busco una tierna utopia en la mirada de una pelicula que no termine de rodar y que ahora quisiera comprar un boleto de avion que me lleve directo a la penultima escena. Encuentro los hombros con los que recostar las inquietudes que me roban el sueno y que permiten entrar a un cielo de tranquilidad absoluta. Escucho con atencionel ruido de sus claros pensamientos, de los mas fervientes deseos por verme en plena fortaleza. Quisiera deshacerme de las interferencias que por el momento no dejan que vea el futuro como mi presente inmediato. "A pesar de y en contra de" estan aqui conmigo, queriendo sostenerme para no dejarme caer por estas escaleras llenas de dudas, suenos inconclusos, lluvia interminable y una carga que a veces pareciera insoportable. Mis grandes amores...los que acercan sus manos a las mias para avisarme que el universo sigue moviendose, que esta esperando el azul de este planeta en el que habito y pienso. Miro hacias los lados y estan cerca de mi. Veo hacia delante y me encuentro conmigo para recordarme, sentirme, respirarme y saber que una vez mas pude enfrentarlo todo y luchar para ser feliz.

*A autora, estudante de Ciencias Sociais em Guadalajara e futura escritora de mao cheia, nao me autorizou a publicar seu nome neste espaco.



 Escrito por Fabio às 09h26 [ ] [ envie esta mensagem ]



Quem disse que no Primeiro Mundo nao tem fim de semana prolongado?

Toronto, 30 de junho de 2004. 31º dia.

Depois de um monte de provas, eleicoes, idas e vindas e correria pra tudo quanto e canto, nao ha quem nao mereca um tempinho pra curtir. Ainda mais quando ja se esta ha mais de mes andando por essas bandas, o que, inevitavelmente, gera um certo conhecimento maior dos lugares legais, da cidade, das pessoas.

Amanha, quinta-feira, o Canada comemora 137 anos. Trata-se do Canada Day - e assim mesmo que se escreve; nao e Canada's Day, nao. Como nao sao bobos nem nada, nossos amigos primeiro-mundistas resolveram enforcar a sexta-feira tambem. Pode-se dizer, portanto, que se desenha um belo fim de semana de quatro dias pra este pobre aventureiro frustrado. Eeeeeeeeeeeeeeee!

Nada mal, eu diria. Ponhamos a mochila nas costas, que Toronto sempre nos espera!

Segunda-feira, afinal, esta loooooooooooooonge um bocado...  



 Escrito por Fabio às 09h11 [ ] [ envie esta mensagem ]



Quem disse que no Primeiro Mundo nao tem fim de semana prolongado?

Toronto, 30 de junho de 2004. 31º dia.

Depois de um monte de provas, eleicoes, idas e vindas e correria pra tudo quanto e canto, nao ha quem nao mereca um tempinho pra curtir. Ainda mais quando ja se esta ha mais de mes andando por essas bandas, o que, inevitavelmente, gera um certo conhecimento maior dos lugares legais, da cidade, das pessoas.

Amanha, quinta-feira, o Canada comemora 137 anos. Trata-se do Canada Day - e assim mesmo que se escreve; nao e Canada's Day, nao. Como nao sao bobos nem nada, nossos amigos primeiro-mundistas resolveram enforcar a sexta-feira tambem. Pode-se dizer, portanto, que se desenha um belo fim de semana de quatro dias pra este pobre aventureiro frustrado. Eeeeeeeeeeeeeeee!

Nada mal, eu diria. Ponhamos a mochila nas costas, que Toronto sempre nos espera!

Segunda-feira, afinal, esta loooooooooooooonge um bocado... 



 Escrito por Fabio às 23h25 [ ] [ envie esta mensagem ]